Não posso ficar agarrada à dor que sinto por ter perdido o meu bebé e só eu sei o quanto me sinto dilacerada por dizer isto. Nunca me imaginei nesta situação, nunca. Não sabia nem tinha interesse em conhecer os sintomas, as possíveis causas, e as consequências físicas e emocionais de sofrer uma perda gestacional. Quando dei os primeiros passos no planeamento da gravidez comecei por ler artigos, visitar fóruns e outras páginas na Internet que esclarecessem muitas das dúvidas que iam surgindo. Evitei sempre qualquer assunto relacionado com a temática do aborto. Evitei porque achava que não seria bom para mim ler sobre isso, poderia criar medos que não tinham qualquer fundamento e atrair pensamentos negativos. Eu pensava assim, mas nada disso impediu que eu sofresse um aborto espontâneo, a mais dolorosa experiência da minha vida.
Porquê virar a página? Porque não desisto do meu sonho. A vontade de ser mãe é imensamente forte, o relógio biológico faz tempo que despertou, e o desejo de fazer crescer a nossa família é muito grande. Portanto, e a partir de agora, vou reunir todas as minhas forças e acreditar que é possível, que a esperança não morreu naquele gabinete do hospital, e que juntos vamos ter o nosso primeiro baby.
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