18 outubro, 2013

E no dia 21 de Setembro aconteceu...

Acordei com fome, como aliás acontecia sempre nas últimas noites. O relógio do quarto marcava 3h quando decidi levantar-me para comer umas bolachas e beber um copo de leite. Estava longe, muito longe de imaginar que dentro de uma hora e pouco estaria a iniciar a viagem mais longa da minha vida. Adormeci.
Quando acordei novamente percebi que a bolsa de águas tinha rompido, liguei ao R. que estava a trabalhar e não passaram cinco minutos até ele chegar a casa. Não sabíamos se rir ou se chorar, com a emoção da certeza que a hora tinha, finalmente, chegado.
A caminho do hospital senti as primeiras contracções, muito leves, pouco dolorosas. O R. perguntava constantemente se estava pronta, se estava bem, se... se... se...
Perto das 5h da manhã dei entrada na hospital. Encontrei uma sala de espera vazia e um silêncio absoluto, e lá percorri o corredor até à urgência de obstetrícia. Da triagem já não saí pelo meu pé mas sim numa cadeira de rodas. Da urgência fui para o internamento (quarto 23 - sorri quando vi o número 23), e com apenas 1,5 cm de dilatação havia que aguardar a evolução do trabalho de parto. Fui suportando as contracções até ao limite, ia dizendo para o R. e a mim mesma que não aguentava mais uma. Mentira. Aguentei muitas mais, até ser levada para a sala de parto (número 4). A anestesista entrou pouco depois das 13h para administrar a analgesia epidural, que não queria "pegar". Foram feitas umas 4 ou 5 tentativas comigo sentada, mas só na posição deitada é que funcionou. A partir dali, sem dor ou qualquer desconforto, passei a estar mais preocupada com o R. que não tinha dormido absolutamente nada.
Passaram-se algumas horas, o tempo suficiente para imaginar mil vezes como seria o meu bebé e como o parto viria a acontecer. Eu estava calma, segura de mim, e sentia a mão do meu amor ali, junto a mim, que desejava, tanto quanto eu, conhecer, tocar e beijar o nosso pequenino.
Lembro-me da médica dizer "vamos lá ver como está isto?" e ao fazer o toque respondeu ela própria à pergunta que havia feito "ah, já está aqui!", e, em poucos segundos, tinha toda uma equipa de médicos e enfermeiras pronta.
Às 17h31 nasceu o meu príncipe! A felicidade não se mede, mas naqueles instantes não existia, no mundo inteiro, pessoa mais feliz do que eu. Por muito que me esforce não sou capaz de descrever aquele sentimento, não sou! Sei, sim, que vou guardar, para sempre, aquele momento em que senti no peito o meu filho...

Às 40 semanas + 5 dias, nasceu o baby com 3,405Kg e 50 cm.

2 comentários:

  1. Parabéns Clara! :) Muitas felicidades para a família que agora se completa!

    ResponderEliminar