17 junho, 2014

Amamentação

Amamentar foi uma experiência única! Lembro-me das dificuldades dos primeiros dias, mais concretamente da descida do leite (ao 4º dia depois do nascimento do Gui), e de sentir duas "pedras" no lugar das mamas que não me permitiam sequer baixos os braços. A bomba para extrair o leite não sacava nem uma gota, e as lágrimas corriam-me pelo rosto, não só pela dor mas também pela angústia, pelo desconhecido, pela inexperiência. Ao meu lado, o R., com toalhas embebidas em água morna, procurava ajudar-me e anular aquele meu desespero. Estivemos horas assim...
Não foi fácil, é certo, mas o que é facto é que também não houve problemas de maior como, por exemplo, as indesejadas mastites. E, depois daquele início mais conturbado, a amamentação tornou-se num momento de maravilhosa cumplicidade, de vínculo, de ternura, de amor.
Entretanto, desde os 7 meses, o baby foi prescindindo da mama. Assim que via o biberão (que introduzimos como suplemento pouco depois dos 6), mexia braços e pernas num euforia que só visto. De manhã e à noite arragava a mama e deixava, vezes sem conta, demonstrando desinteresse. Chegou a hora do desmame, constatámos!
E assim, o dia em que completou 8 meses ficou marcado por ser o último em que pequeno baby foi amamentado. Todo o processo aconteceu naturalmente, sem desconfortos para mim e para ele que, sendo o elemento mais importante no meio disto tudo, passou a dar conta de um biberão de 210 ml num abrir e fechar de olhos.
A amamentação durou até o baby decidir que não queria mais. A mãe soube respeitar essa decisão mas já sente saudades.

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