03 março, 2015

Filho, aprende com o pai

Ficaste de olhos esbugalhados com tantos cães que vias da janela do carro. Infelizmente, chovia tanto que não tive coragem de tirar-te da cadeirinha para ver os animais. Da próxima vez prometo que o faço. Talvez nem tenhas percebido o que ali fomos fazer, a mãe devia ter explicado no momento mas ficou de voz trémula. Saber que aqueles animais foram abandonados e, muitos deles, mal-tratados deixou-a com o coração apertado.
O teu papá quis doar ração e aconchegos para os cães. Disse à voluntária que, abrigada numa capa impermeável veio receber os sacos, voltaria mais vezes, com mais mantas. Ela agradeceu tantas vezes! A mãe, de lágrima no olho, retribuiu-lhe o sorriso que deu ao passar junto da janela do carro.
À saída, comentei com o teu pai que aquele canil merecia melhores condições, e que aqueles voluntários deveriam ser pagos pelo esforço tremendo que fazem em prol da associação.
De uma coisa estou certa, todos eles têm um coração gigante.
Da próxima vez, filho, prometo que te deixo ver bem mais de perto. Quero que estes gestos do papá fiquem gravados na tua memória...

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