02 julho, 2015

6 semanas

A primeira consulta e eu nervosíssima. O R. como estava com um olho em mim e outro no baby (sim, também foi connosco, queríamos a família toda presente) não acusava tanta ansiedade, ou pelo menos não a demonstrava.
Eu nem sabia muito bem o que responder ao doutor quando me perguntou "e então?". Hesitei uns segundos, até conseguir dizer que "estava ali para consulta de rotina mas que, entretanto, trazia comigo um positivo de há uma semana". Sorrimos todos! O baby, encantado com o brinquedo que a assistente lhe deu, mostrou-se alheio ao que se passava à sua volta.
Avaliação do peso, 56 Kgs, seguida da ecografia. Lá estava o saquinho, muito bem implantado, com um embrião quase invisível e vesícula vitelina. "Vemos o que era esperado às 6 semanas de gravidez", dizia o GO, com o ecógrafo a apontar para um tempo de gravidez ainda inferior, 5 semanas e 2 dias.
Recomendações de alimentação, iodo e ácido fólico, e por fim a chamada à terra, tão característica deste médico. E esta chamada à terra é tão somente isto, manter presente a ideia de que o primeiro trimestre é extremamente sensível e há sempre a possibilidade de viver o que eu própria já vivi, não é preciso dizer mais nada!
Confesso que tinha algum esperança de nesta consulta poder ver e ouvir os batimentos cardíacos deste bebé que cresce dentro de mim (este bebé que cresce dentro de mim... é algo que ainda custa a acreditar!), mas fiquei feliz com o que vi e ouvi, e saí do consultório com o coração cheio de esperança.
Espera-me nova consulta às 10 semanas, mesmo no final do mês. E é esta espera que é tão difícil de gerir...  

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